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Oficina debate capacidade das famílias agricultoras resistirem a momentos de crise

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A capacidade que as famílias agricultoras atendidas pelo projeto Pró-Semiárido, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), têm de garantir segurança alimentar e nutricional e renda, mesmo em períodos de crise, causadas por eventos externos como a secas, e eventos internos como infestação de pragas, foi debatida em oficina, nesta quinta-feira (22). Participaram do debate técnicas e técnicos das dez entidades de Assessoramento Técnico Contínuo (ATC), parceiras do Pró-Semiárido, membros da AS-PTA Agroecologia e das organizações que compõem a Rede Ater Nordeste.  


A reflexão foi feita à luz das experiências de três famílias agricultoras que moram em diferentes municípios e territórios de atuação do Pró-Semiárido. No evento, as análises se basearam num atributo de avaliação chamado “responsividade” que está relacionado à estabilidade, resiliência, resistência, flexibilidade/adaptabilidade dos agroecossistemas.


Essa é a segunda oficina realizada para refletir de forma mais aprofundada os estudos de casos feitos junto a um grupo de famílias assessoradas pelo projeto, utilizando como base a metodologia do LUME (Avaliação Econômica-Ecológica de Agroecossistemas). O método foi desenvolvido pela AS-PTA, organização parceira do Pró-Semiárido na ação. O primeiro evento aconteceu em março e teve como tema a “integração social”.
“Eu remonto à origem de a gente ter buscado implementar o Lume no Projeto. A gente começou a pensar nesta introdução do Lume não com a pretensão de avaliar o Pró-Semiárido, mas naquela ideia de a gente aguçar nos técnicos as diversas nuances dos diferentes parâmetros que a gente pode trabalhar na agroecologia e na convivência com o Semiárido”, explica o subcoordenador do componente produtivo do Projeto, Carlos Henrique.


A diversidade de cultivos e a cultura do estoque de água e alimentos feitas pelas agricultoras e agricultores foram apontadas como importantes ações para autonomia, resistência e resiliência das famílias, como avaliou a técnica do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Aline Nunes: “Toda essa diversidade ajuda a conviver com o Semiárido. Muito importante também o impacto destas diversas atividades e seu efeito na segurança e diversificação de acesso a alimentação pelas famílias”.


As próximas oficinas vão analisar experiências de famílias beneficiarias a partir da renda e segurança alimentar e nutricional e o protagonismo das mulheres/equidade de gênero, respectivamente. O Pró-Semiárido é um projeto do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).


Assessoria de Comunicação SDR/CAR

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