Em janeiro, IBGE prevê alta de 1,9% na safra de grãos de 2019

Em janeiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 230,7 milhões de toneladas, 1,9% acima da safra de 2018 (mais 4,2 milhões de toneladas) e 1,2% inferior ao obtido no 3º Prognóstico (menos 2,7 milhões de toneladas) Já a área a ser colhida é de 62,1 milhões de hectares, 2,0% maior que a de 2018 (mais 1,2 milhão de ha) e 0,1% menor que o 3º prognóstico (menos 62,7 mil ha)

Estimativa de Janeiro para 2019
230,7 milhões de toneladas

Variação em relação ao 3º prognóstico para 2019
-1,2% (-2,7 milhões de toneladas)

Variação safra 2018/safra 2019
1,9% (4,2 milhões de toneladas)

O arroz, o milho e a soja representam 93,3% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. Em relação a 2018, houve aumento de 3,6% na área do milho, 2,0% na área da soja e queda de 6,6% na área de arroz. Já na produção, ocorreram quedas de 2,6% para a soja, de 5,0% para o arroz e acréscimo de 9,9% para o milho. Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 26,0%, seguido pelo Paraná (16,0%) e Rio Grande do Sul (14,8%). Somados, esses três estados representaram 56,8% do total nacional. O material de apoio do LSPA está à direita dessa página.

Casa Nova – UVA – A estimativa da produção brasileira de uva alcançou 1,3 milhão de toneladas, baixa de 15,1% em relação a 2018. A área plantada e a área colhida foram reavaliadas com perdas de 1,8% e 1,9%, respectivamente, enquanto o rendimento médio caiu 13,4%. Em janeiro, Bahia (74,1 mil toneladas) e Pernambuco (353 mil toneladas) reavaliaram suas produções, com quedas de 1,6% e 16,6%, respectivamente.

Pernambuco e Bahia devem responder por 427,1 mil toneladas, ou 31,6% da produção nacional. A produção nordestina de uvas concentra-se em perímetros irrigados no Vale do Rio São Francisco, localizado entre os dois estados, notadamente nos municípios de Petrolina/PE, Casa Nova/PE, Juazeiro/BA, Santa Maria da Boa Vista/PE, Curaçá/BA e Irecê/BA. O clima seco e a abundância de água para irrigação, aliado à elevada tecnologia de produção, inclusive ao uso de variedades altamente produtivas e bem aceitas no mercado externo, permite a colheita até três vezes por ano, o que impacta positivamente na produtividade.