Alunos da Escola Padre Adolfo, no povoado de Mundo Novo, zona rural de Curaçá, no norte da Bahia, estudam em garagens, ponto de bares e residenciais alugadas. A informação é do atual secretário de Educação, Daniel Torres. Segundo ele, “além da estrutura inadequada, os mesmos são obrigados a suportar uma temperatura que beira os 40°c nas tardes quentes do nosso Sertão“.

Num desabafo nas redes sociais, após receber uma equipe de TV para gravar uma reportagem, o secretário disse que a escola foi destruída há 3 anos sob pretexto de uma reforma sem planejamento ou disposição de realizar-la. À época o prefeito era Carlinhos Brandão.

Conforme disse à equipe da TV, seria menos grave, menos pior se esse absurdo, esse legado de abandono fosse uma exceção de Mundo Novo, mas não é. É uma realidade em todos os cantos dos mais de 6 mil km² do nosso município, que devido as inúmeras greves de servidores, teve seu ano letivo de 2016 em parte da rede finalizado só agora pouco no meio do ano de 2017, ocasionando assim uma maior asfixia financeira, já que devido as reposições, o custo com salários, merenda e transporte multiplicou-se“, relata o secretário.

Daniel Torres continua o desabafo culpando a gestão passada pelo caos da educação em Curaçá, mas diz que “remoer” o passado não vai resolver a situação.

É importante que não esqueçamos desse legado de irresponsabilidade que deixou nossas crianças em segundo plano, claramente, nossos alunos nunca foram prioridade ao longo dos últimos anos. Porém, não cabe mais procurar culpados, ou ‘remoer’ passado, estamos aqui para buscar as soluções no mais curto espaço de tempo possível, é isso que o prefeito Pedro Oliveira tem tentado desde o seu primeiro dia como prefeito, e assim vamos cada vez mais intensificar a minimização desses problemas, até atingirmos a solução completa dos mesmos. Vamos resolver para o bem dos nossos alunos e profissionais, para o bem da nossa Educação, para construirmos através da Educação uma Cidade mais prósperas para todos, e para que aqueles que são os responsáveis direto por este caos, e que por ventura hoje cobre soluções imediatas, possa entender de uma vez por todas que é possível fazer diferente. Isso não é mérito nenhum, é obrigação“, finaliza. (foto/divulgação)