Votação de parecer contra a acusação da Procuradoria-Geral da República começa quando for atingido o quórum de 342 deputados em plenário

 

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O plenário da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira, 25, a segunda denúncia  apresentada contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) são acusados por formação de organização criminosa e obstrução da Justiça. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa votou pela rejeição da denúnciaque autoriza o Supremo Tribunal Federal (STF) processar o presidente. Para avançar, a denúncia precisa que 342 dos 513 deputados votem contra o parecer dado pelo deputado Bonifácio de Andrada – o que foi votado na CCJ. Deputados a favor do afastamento de Temer votarão “Não”, e os que considerarem que a Casa deve rejeitar a autorização para processo, por sua vez, dirão “Sim”.

ACOMPANHE OS PRINCIPAIS PONTOS DA VOTAÇÃO

10:37 – O advogado do ministro Eliseu Padilha, Daniel Gerber, terá 25 minutos para falar. “Um dos melhores políticos que a história brasileira já produziu. Acredito piamente na injustiça das acusações que lhe foram imputadas”, afirmou.

10:35 – Carnelós encerrou sua fala e pediu que plenário derrube a denúncia.

10:32 – Para a defesa de Temer, gestão de ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi “maléfica”. Ele acusou Janot de ter trabalhado para destituir o presidente da República.

10:29 – Carnelós desqualifica os áudios das conversas entre Temer e o empresário Joesley Batista que deram base às duas denúncias contra o presidente. “Há centenas de interrupções no áudio, comprovadas pericialmente”, disse a defesa do peemedebista. “O que se constata é que não há menção a dinheiro. Não há referência a valores”.

10:21 – O advogado de Temer critica a atuação do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que foi autor da segunda denúncia. “Foi uma acusação construída a partir de fatos criminosos. O ex-procurador-geral, em vez de investigar, como deveria ter feito, preferiu construir uma tese acusatória”, afirmou. “Ele produziu esse arremedo de provas”.

10:15 – Carnelós afirmou que a denúncia não tinha objetivo de imputar crimes, mas de destituir o presidente do poder. “A denúncia não tem por propósito de fazer imputação da prática de crimes, como deve ser uma denúncia. O que se pretendeu sobre essa denúncia foi atacar a figura do senhor presidente da República”, afirmou.

10:11 – Quem assume a palavra é a defesa do presidente Michel Temer, o advogado Eduardo Carnelós. Ele terá 25 minutos de pronunciamento.

10:08 – Ainda em seu pronunciamento, Andrada volta a criticar a PGR, autora da denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). “Esse documento não deve ser levado a sério. Ela faz o MP passar por um momento tristonho de sua história. De falha, um momento de deficiência”, criticou o tucano. “Vamos votar contra essa denúncia, porque assim votamos a favor da democracia”. Bonifácio Andrada encerra seu pronunciamento.

10:04 – “Essa denúncia é inteiramente falsa e esvaziada. É uma denúncia mentirosa. Ela se baseia em três itens sem sentido”, disse o deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) em seu pronunciamento. Ele foi relator do parecer na CCJ. O tucano disse que a denúncia atinge toda a classe política. “O MP perde um pouco o seu prestígio e sua autoridade por assinar essa denúncia, porque está em desacordo com as próprias tradições do MP”, afirmou.

09:51 – Para o deputado acusação sobre organização criminosa “não tem fundamento”. “Não tem base, não tem fundamento”, afirmou. Andrada criticou também a atuação da PGR e acusou a Procuradoria de agir politicamente. “Por que a PGR encaminha uma denúncia sem provas de que existem irregularidades da parte do presidente?”, questionou. “A PGR está agindo politicamente para enfraquecer Temer”.

09:49 – Com quórum suficiente de 54 deputados, presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) lê ordem do dia

09:45 – O deputado Darcício Perondi (PMDB-RS) chama a oposição para comparecer ao plenário. “Aonde está a oposição? Constrangida? Inibida? Envergonhada com a forma que deixou o país? Venham aqui debater. Deem presença”, disse.

09:43 – Até agora apenas 39 deputados estão presentes no plenário. Para a sessão começar são necessários 52.

09:40 – Deputados da base pedem para que a mesa diretora compute a presença de todo parlamentar que falar ao microfone. O pedido atrapalha a estratégia da oposição de boicotar a sessão não dando quórum para votar a denúncia.

09:35 – Presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) já está presente. O deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) assume a palavra. Ele voltou a falar da importância de a sessão ter quórum suficiente para o início dos trabalhos. “O povo brasileiro quer ver essa Casa trabalhando. E trabalhar é vir aqui e cumprir nossa missão. Vir aqui e votar. Vote consciente”, afirmou. “Eu vou votar a favor da manutenção do presidente Temer no poder”.

09:25 – Começa a sessão para a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

09:20 – Membro da mesa diretora da Câmara, deputado Carlos Manata (SDD-ES) disse que a expectativa é de que o quórum necessário para a votação da segunda denúncia contra Temer seja alcançado apenas na terceira sessão extraordinária, prevista para às 15h. “O presidente tem o acordo de iniciar a votação quando atingir 342 deputados no plenário. Isso só deve acontecer na parte da tarde”, afirmou. Manata disse ainda que vai votar a favor o seguimento da denúncia. Para ele, as acusações merecem uma análise técnica, feita apenas pelo STF. “Julgamento técnico é no STF. Aqui é uma casa política. Voto contra o relator”.

09:13 – Aliado de Temer, o deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB) disse que a denúncia é inepta e afirmou que espera que os deputados cumpram seu papel de comparecer à votação. “A oposição deve cumprir o seu papel de estar aqui”, disse o parlamentar.

09:09 – Pouco antes do início da votação, o deputado José Guimarães (PT-CE) afirmou que espera que os parlamentares que sejam a favor do seguimento da denúncia contra Temer não marquem presença. “É importante que os 227 deputados não marquem presença. As insatisfações são cada vez mais crescentes”, afirmou.