Radialista Mução é preso acusado de integrar rede que divulgava pornografia infantil na internet - Portal Casa Nova - Notícias

Radialista Mução é preso acusado de integrar rede que divulgava pornografia infantil na internet

O nome dele é Rodrigo Vieira Emerenciano, mas ficou conhecido em todo o país pelo personagem Mução. Natalense, filho de Lina Vieira (que chegou a ocupar o lugar mais alto da Receita Federal no Brasil), o humorista foi preso hoje pela manhã em Fortaleza, no Ceará, acusado de integrar uma rede internacional de pedofilia, que compartilhava com gente de todo o planeta material contendo nudez e cenas de sexo com crianças e adolescentes.

A Operação DirtyNet (Internet Suja) foi deflagrada em 15 estados, em Natal cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Um deles, em um apartamento de Mução no bairro de Petrópolis, onde foram recolhidos 2 HDs, 5 Pen Drives e 52 CDs e DVDs. Os mandados cumpridos aqui foram decretados pela 13ª Vara Federal, em Pernambuco. Apesar de a operação estar centrada no Rio Grande do Sul, existe uma célula importante em Recife e para lá vai todo o material apreendido no apartamento de Mução. É em Recife também onde o humorista mora atualmente, de onde gera, a partir de uma rádio local, seu programa matinal para várias outras rádios do país.

Pela Operação DirtyNet estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Há seis meses a Policia Federal monitora redes privadas de compartilhamento de arquivos na internet, onde foram detectadas intensas trocas de material de cunho sexual envolvendo crianças e adolescentes. Os suspeitos, integrantes de um mesmo grupo, valendo-se da suposta condição de anonimato na rede, trocavam milhares de arquivos contendo cenas degradantes de adolescentes, crianças e até bebês em contexto de abuso sexual. Além da troca de arquivos foram identificados ainda relatos de outros crimes praticados pelos envolvidos contra crianças, inclusive com menção a estupro cometido contra os próprios filhos, sequestros, assassinatos e atos de canibalismo.

Os alvos brasileiros compartilhavam material de pornografia infantil ainda com outros usuários da internet em mais 34 países – Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia, Canadá, Chile, Colômbia, Croácia, Emirados Árabes Unidos, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, França, Grécia, Indonésia, Iran, Holanda, Macedônia, México, Noruega, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Rússia, Sérvia, Suécia, Tailândia e Venezuela. A Polícia Federal já comunicou através da Interpol os países envolvidos para que os seja dado prosseguimento às investigações a fim de identificar todos os envolvidos.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas nas cidades de Porto Alegre, Esteio e Santa Maria (RS), Belo Horizonte, Montes Claros, Uberaba, Uberlândia, Varginha e Divinópolis (MG), Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá e Guaíra (PR); Fortaleza (CE); Natal (RN); Rio de Janeiro, Niterói e Nova Iguaçu (RJ); São Paulo, Santos, São José dos Campos e Piracicaba (SP); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís do Maranhão (MA); Vitória (ES) e Brasília (DF);

Com informações da Agência PF

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